As Aventuras de Tom Bombadil

segunda-feira, 02/03/2009
As Aventuras de Tom Bombadil

As Aventuras de Tom Bombadil

Não é sempre que se vê um lançamento de J.R.R. Tolkien no Brasil por um simples motivo: apesar de sua carreira acadêmica ter sido memorável, bem como seus escritos, Tolkien não tem muita coisa publicada. É claro que é possível encontrar muitos dos seus rascunhos editados e publicados por seu filho, mas seus livros completos são muito poucos. É bem legal, então, quando aparece uma tradução nova. Essa daqui, ainda, é especial, porque recebeu o tratamento que um trabalho de Tolkien merece.

As Aventuras de Tom Bombadil são uma coletânea de 16 poemas autorados por Tolkien. Alguns deles tem o personagem do título como foco, outros simplesmente se passam na Terra-Média, outros ainda simplesmente tem a relação com o mundo fantástico. Nem todos os poemas têm a mesma forma, o que resulta em um conjunto bastante diverso e interessante.

Tom Bombadil, pra quem não sabe, é o personagem mais esquisito da saga O Senhor dos Anéis. Imune ao poder do anel, não se envolve com a guerra. Fica apenas no seu canto com sua esposa e se encarrega apenas de livrar os hobbits de um ou outro perigo cantando músicas. O trecho em que Tom Bombadil aparece, com certeza, foi escrito quando Tolkien ainda pensava que O Senhor dos Anéis poderia ser apenas uma continuação light de O Hobbit.

O que faz esta edição especialmente interessante é que é uma edição bilíngue. Livros de poemas, em geral, merecem esse tratamento, porque traduzir poemas é uma coisa muito difícil e é sempre bom ver o original. Mas, além do original, este livro traz duas traduções de cada poema. Não me lembro neste momento os nomes dos tradutores. Um deles tenta ser um pouco mais literal, sem se preocupar com a métrica; o outro, especialista em Tolkien, faz um trabalho mais caprichado, menos literal, mas com uma sonoridade bem parecida com a dos poemas originais — leia em voz alta cada um deles para constatar.

Grandes autores merecem tratamento de primeira. Existe alguma controvérsia sobre a genialidade de Tolkien, mas não se pode negar que ele deu forma à literatura fantástica no mundo inteiro. Ele merecia, no mínimo, uma edição como esta.

Anúncios

O Incrível Hulk

terça-feira, 17/02/2009

ihulk

Demorei bastante para ver o Incrível Hulk, primeiro porque o Hulk não é um dos meus personagens favoritos, segundo porque o primeiro filme tinha sido tão ruim, que era prematuro demais no meu ponto de vista fazer um novo, mas como dizem, o tempo é o melhor remédio. Este segundo filme ainda não é a melhor adaptação de quadrinhos que já vi, mas também não é a pior, diria até que é acima da média, principalmente vindo da Marvel, que estragou completamente o Quarteto Fantástico.

Continue lendo »


Nokia 5310 XpressMusic

quinta-feira, 12/02/2009

5310Faz mais ou menos três meses que seguindo a tendência do Space Invader e do Parn que troquei meu celular. Na época estava saindo da TIM e migrando para a Claro porque o pacote família da segunda compensava mais nas contas da casa. Com vários modelos para escolher, acabei com o Nokia 5310 por que os dois já o tinham e ele parecia um bom aparelho.

Continue lendo »


Resident Evil: Degeneration

quarta-feira, 11/02/2009

redegen

Não sou muito fã de Resident Evil, acho que quando vi o primeiro no Psone, e ouvi a famosa frase “Don´t shoot I’m human” misturado com aquele cg esquisito a série perdeu alguns pontos na minha mente. Até cheguei a jogar um ou outro, mas tudo aquilo não faz muito sentido, e outros jogos de sobrevivência/horror me pareceram melhores, mas isso é realmente uma questão de gosto. Apesar disso, acabei vendo os três filmes live action que foram lançados, e agora vi o filme de cg: Resident Evil – Degeneration.

Continue lendo »


Um rapaz e seu machado

terça-feira, 03/02/2009

shaxe

Um rapaz ama seu machado, com ele as coisas ficam muito mais fáceis. Um pequeno ajuste aqui, outro ali e pronto um machado de prontidão resolve qualquer problema. Mesmo que este cara se meta nas mais estranhas situações, se o machado estiver em sua mão, nada poderá ficar em seu caminho. Enfermeiras assassinas? Monstros gigantescos? Pais que comprometem a segurança familiar participando de um culto demoníaco? Que tal uma cidade inteira de malucos e demônios que querem a qualquer custo matar o garoto? Nada disso pode ficar no caminho do machado, ele é o fiel escudo e a arma certeira do rapaz. E com ele, vai literalmente ao fim do mundo, e volta…

Continue lendo »


Anime e Qualidade

quinta-feira, 29/01/2009

xamdCom a quantidade de animes que finalmente chegam todos os dias aqui pelas bandas do Brasil me espanto com a qualidade de alguns deles. Quando comecei a assistir animes, todos eram cópias das cópias das cópias de algum VHS que tinha chegado aàs mãos de algum fã. As vezes este fã comprava as fitas e a partir dai com a ajuda dos amigos eram feitos os fansubs. E na época alguns tinham qualidade excepcional, como o Akira. Quando o vi pela primeira vez foi como me acertassem com uma marreta. Como aquilo era bem feito.

Continue lendo »


Watchmen

quinta-feira, 22/01/2009
Dr. Manhatan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Dr. Manhattan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Com o filme prometido para muito breve, vale a pena falar um pouquinho da história em quadrinhos antes que o hype do filme tome conta da internet. E, ainda que eu espere que o filme seja bom (é um filme que eu estou esperando há mais de vinte anos!), não creio que possa alcançar a complexidade do quadrinho. Este post é dividido em duas partes. Na primeira, aberta, eu faço um comentário rápido e sem spoilers; na segunda parte (depois do “Leia Mais”) eu comento sobre algumas coisas que podem acabar com a surpresa de algumas pessoas.

Watchmen foi escrita por Alan Moore, que na década de 80 se consagrou desconstruindo quadrinhos usando os próprios quadrinhos como linguagem. Ele fez isso em “Piada Mortal”, com o Batman e o Coringa, criando uma história de arrepiar. Mas em Watchmen, ele leva isso ao extremo. A história é sobre heróis como eles seriam em um mundo real — ou, pelo menos, mais real que a policromia das revistas em quadrinho. Para fazer a desconstrução, Moore usou um recurso interessante: o tempo e o estilo dos heróis dentro da história acompanham a forma como os heróis eram retratados e interpretados no mundo real. Assim, os heróis da década de 40 são simples; durante a década de 50 eles estão em decadência; na década de 60 eles renascem cheios de problemas psicológicos e, na década de 80, eles são quase anti-heróis.

A história começa com um assassinato. Um senhor de meia-idade, Edward Blake, é jogado do alto de seu apartamento na cobertura de um apartamento de luxo no centro da cidade. Investigando o assassinato, o vigilante Rorschach descobre que Blake é, na verdade, o Comediante, um dos poucos vigilantes ainda em atividade. O que se segue daí é uma história complexa, recheada de mistérios, conspirações e muito mais. Poucas publicações merecem o rótulo Indicados como essa — é uma história que eu leio pelo menos uma vez por ano, e a cada leitura descubro algo a mais.

Os comentários a seguir provavelmente contém spoilers. Não leia, ou muito da sua surpresa vai se estragar. Leia o quadrinho, assista o filme, e só depois retorne aqui e faça seu comentário. Realmente, se você não conhece a história, não leia mesmo o que vem a seguir. No futuro, você vai ficar imaginando como teria sido muito mais divertido seguir a história como o autor a escreveu. Você foi avisado

Continue lendo »