Um rapaz e seu machado

shaxe

Um rapaz ama seu machado, com ele as coisas ficam muito mais fáceis. Um pequeno ajuste aqui, outro ali e pronto um machado de prontidão resolve qualquer problema. Mesmo que este cara se meta nas mais estranhas situações, se o machado estiver em sua mão, nada poderá ficar em seu caminho. Enfermeiras assassinas? Monstros gigantescos? Pais que comprometem a segurança familiar participando de um culto demoníaco? Que tal uma cidade inteira de malucos e demônios que querem a qualquer custo matar o garoto? Nada disso pode ficar no caminho do machado, ele é o fiel escudo e a arma certeira do rapaz. E com ele, vai literalmente ao fim do mundo, e volta…

É assim que vejo o Silent Hill Homecoming. Se o jogo tivesse um gerador de estatísticas, ele com certeza me mostraria que matei uns 90% dos inimigos do jogo com o machado, que é a arma ideal. Ele não precisa recarregar, não gasta munição e o alcance é quase mítico. E o melhor de tudo? Não tira a graça do jogo.

No meu PC o jogo rodou muito bem, tenho um Athlon X2 4400, 2 gigas de RAM e uma Geforce 8600 GT. O jogo dá duas opções de gráficos, o médio e o avançado. Ambas tiveram um desempenho bom, só que o avançado demora alguns minutos a mais para carregar. Falando das características técnicas do jogo, posso dizer que não acontecem muitos acidentes como falta de colisão nos gráficos ou erros que levem o jogo a fechar. Desde o primeiro Silent Hill há um problema de pixelização das sombra, e quando isso acontece no rosto dos personagens, fica realmente muito estranho. De vez em quando, graças à câmera posicionada atrás do personagem, é possível ficar preso em alguma parede ou coluna, o que deixa algumas lutas muito difíceis, mas nada que faça perder a paciência. Aliás, o que realmente me fez perder a paciência foi o fato dos controles serem imprecisos em alguns momentos e quando há a necessidade de pressionar alguma tecla muitas vezes. O jogo é um tanto arbitrário neste ponto e pode levar o personagem à morte várias vezes.

Como toda as histórias de Silent Hill, você continua lidando com os loucos religiosos do jogo. A história é bem consistente com as outras versões, e tudo é muito bem ambientado. Um jogo excelente, que faz você perder algumas horas na frente do CPU. Mas a única coisa que ainda me deixa encrespado é o fato dos personagens não agirem como pessoas normais e não surtarem com a quantidade de coisas estranhas que acontecem. Acho que falta um pouco de H. P. Lovecraft em Silent Hill, lá as pessoas lidam com o oculto como se fosse a coisa mais normal do mundo. Uma pena que ficou menos assustador do que os primeiros. A trilha sonora é espetacular, toda feita pelo Akira Yamaoka.

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