Ghost in the Shell – A Música

quinta-feira, 18/09/2008

Qualquer filme, desenho ou até mesmo comercial que se preze tem que ter algo que dê uma alma musical, algo que conecte os ouvidos de quem está vendo. Na minha opinião a trilha sonora de um filme faz pelo menos 30% do trabalho de cooptação do espectador. Se for uma música fantástica, o filme será lembrado pela maioria que o viu, bons exemplos são 2001 e Star Wars. Na hora em que o macaco está lançando o osso em 2001 tem uma sinfonia tocando no fundo e quem já viu o filme logo associa a cena com o tema. Star Wars tem um efeito ainda maior, quando o tema de Darth Vader toca, a maior parte das pessoas logo lembram do Lorde Negro dos Sith entrando na tela, ameaçador e imponente.

Em um universo tão cyberpunk igual Ghost in the Shell, a música tem que fazer um trabalho imenso, afinal ali está sendo mostrado um futuro, nem sempre tão bom quanto imaginamos que o futuro vai ser, mas sem dúvida um futuro cheio de coisas interessantes, corpos ciborgues, muita ação e inteligência dos personagens, que são fantásticos, Masamune Shirou criou pessoas bem interessantes para o seu mundo, mas ainda sim sem a música certa eles ficam como que perdidos.

É neste ponto que entra a Yoko Kanno, sua imaginação fértil e vocais poderosos da Origa, Ilaria Graziano e Gabriela Robin. A entrada do Ghost in the Shell – Stand Alone Complex é uma computação gráfica um tanto quanto esquisita, parece ter sido feita as pressas e se fosse só por causa dela, acho que jamais teria visto o anime, mas a trilha Inner Universe supera o CG e começa a mostrar toda a potência da série. Aliás ouvi a música antes de ter visto o anime e me apaixonei imediatamente. As letras em russo servem para ajudar ainda mais o mistério a que o anime pretende mostrar e ainda tem as músicas de fundo que parecem fazer aquele mundo ali mostrado ficar vivido a nossa volta.

O mesmo acontece com a segunda série The 2nd Gig, começando com Rise que parece pegar imediatamente de onde a primeira série parou, prometendo ainda mais mistérios e ação. E o que a música promete é cumprido e com muita competência.

Um bom aparelhato de som, muita diversão e é claro Ghost in the Shell na veia, essa é uma boa recomendação para quem está procurando alguma coisa boa para ouvir, os cds misturam jazz, rock e outros estilos fazendo com que as músicas tenham uma boa apresentação e uma musicalidade sem igual, claro não esperaríamos menos da Yoko Kanno.

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Spore

quarta-feira, 10/09/2008

Depois de alguns dias jogando Spore posso afinal dizer a que veio o jogo. De forma despretensiosa ele é um simulador do que você quiser, até um certo grau é claro.

Com os editores que existem no jogo o limite é a imaginação de cada um, criando ou pervertendo qualquer coisa. O editor de naves tem formatos famosos, como o Star Destroyer e afins. O criador de criaturas está ai há algum tempo, então hoje em dia nem sei o que mais pode ser criado com ele, é só olhar o site oficial e ver as monstruosidades que lá estão. Já o criador de veículos marinhos e terrestres requerem mais pensamento, mas não deixam de ser extremamente detalhados e quase ilimitados.

Além da parte de criação de coisas você pode evoluir sua criatura até ela deixar o planeta e cruzar o universo, e este é enorme, então tem muita coisa a ser vista. O mais frustante é a dependência de dinheiro para se movimentar, afinal você precisa comprar energia e reparar a nave já que em cada canto pode ter uma raça inimiga, mas mesmo assim é um prato cheio para quem gosta de um desafio.

Acho que posso dizer que Spore é um daqueles jogos que tem vida longa, já o fator de repetição é bem grande. Ainda não terminei ele, mas já comecei outra criatura para tomar decisões diferentes e ver onde vou parar. Aqui no Brasil ele está sendo vendido a R$ 99 a versão mais simples e a R$ 139 a versão com extras.