Portal

terça-feira, 24/06/2008

Como todo jogo de primeira pessoa, Portal tem na tela apenas o cenário e a arma que o jogador está empunhando. E como todo jogo de primeira pessoa o objetivo é mirar, atirar e vencer, correto? Errado! Totalmente errado. Portal é um jogo simplesmente sexy e inteligente. Realmente é em primeira pessoa, mas o verdadeiro objetivo é sobreviver e apenas com uma arma que abre portais. Pode parecer estranho mas não é.

O jogo foi desenvolvido pela Valve, que fez entre outros Half-Life 12 e Counter-Strike. Nele você controla uma mulher que está participando de uma experiência científica, onde as recompensas são bolos e a morte certa. Sua única defesa contra o fim inevitável é sua inteligência, amparada pela arma e seu Companion Cube, que realmente é uma gracinha. O cenário do jogo é um Laboratório da Aperture Science Enrichment Center, que uma empresa parecida com a Black Mesa de Half-Life.

Por que o jogo é sexy? Graças a GLaDOS, a inteligência artificial que serve de guia durante o jogo. GLaDOS incentiva a cobaia Chell a passar nos testes que ela proporciona, geralmente oferecendo um bolo como recompensa. Onde quer o personagem ande, GLaDOS tem comentários a fazer, instruções a dar e conversar com sua linda e sarcástiva voz eletrônica. É ela quem apresenta também o grande companheiro do jogo, o Companion Cube, que serve para derrubar metralhadoras, pressionar botões, e ser amado pelo jogador, segundo a GLaDOS é claro.

O jogo envolve muito humor, com frases escritas nas paredes como “Não acredite, não há bolo!”, comentários sobre como você tostou o pobre Companion Cube, e é claro muita ação para poder escapar do local onde o experimento está acontecendo. Com a arma pode-se abrir dois buracos na realidade, estes dois buracos estão conectados e pode-se passar por eles, justamente como diz o nome do jogo, como se fosse um portal. A mecânica do jogo trabalha em cima da física dos portais e de como o personagem ou as coisas passam por eles. Muitas vezes é necessário pensar e errar bastante até encontrar a solução para o nível em que está preso.

Lançado em 2007 para PS3, PC e Xbox 360, Portal pode ser adquirido em separado ou no Orange Box, que contêm o Half-Life 2, episódios 1 e 2 do HL2 e o Team Fortress 2 tornando o pacote um excelente investimento em diversão, já que a história dos jogos é excelente, e com o Team Fortress 2 você pode jogar online com várias pessoas de lugares de todo o mundo. Uma versão demo do jogo também está disponível para quem placas da Nvídia, que em parceria com a Valve disponibilizou os primeiros 12 níveis de graça, é necessário apenas instalar o Steam e baixar o jogo.

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Final Fantasy VII: Crisis Core

segunda-feira, 16/06/2008

Viver a sombra de uma lenda é algo muito difícil. Ainda mais quando a lenda é Final Fantasy VII, um jogo que simplesmente arrebatou mais fãs do que qualquer outro no mundo inteiro e que é até hoje um dos rpgs mais comentados de toda a história, graças a esta legião de seguidores. É neste contexto que aparece Crisis Core, um prelúdio de FFVII.

Lançado para Playstation Portátil no Japão em setembro de 2007 e nos Estados Unidos em março de 2008, Crisis Core conta a história Zack Fair, o Soldier em quem Cloud Strife se inspirou para achar coragem e lutar no FFVII. Nele vemos o quanto Zack é um herói daqueles antigos, fazendo de tudo para salvar a todos, mesmo que isso lhe custe a própria vida. A maioria dos personagens de FFVII aparece, nem que seja para dar um ar mais cômico à história.

O jogo foi criado para preencher diversos pontos da narrativa que faltavam no jogo anterior, como o envolvimento de Zack e Aerith, a loucura de Sephiroth e como Cloud sobrevive ao encontro com o vilão. Claro, não é somente isso, o jogo mostra o quão humano Zack é em um mundo que está mudando, onde amigos se tornam inimigos e o quanto ele preza a amizade acima de qualquer outra coisa. Também temos novos vilões tão bons e tão cativantes quanto Sephiroth.

Por ser um Final Fantasy, Crisis Core é bem fácil de jogar, e contando com a novidade do DMW (Digital Mind Wave) temos uma jogabilidade agradável e cheia de surpresas, já que através da roleta do DMW os summons e os limit breaks aparecem aleatoriamente. As animações são de primeira qualidade, e para quem espera batalhas épicas, Crisis Core está recheado. Um sistema de missões garante ao jogador o local ideal para ganhar experiência e melhorar o personagem sem a necessidade de continuar na linha temporal da história, podendo participar das missões quantas vezes achar necessário. As matérias também estão de volta, algumas clássicas, outras novas e com um sistema que permite fundir matérias e itens para ganhar novos poderes e atributos.

A trilha sonora contém novas versões das músicas tanto de FFVII, quanto de Advent Children e é uma das melhores já feita.

Para quem jogou Final Fantasy VII, o final do jogo não será novidade, mas a forma como os produtores escolheram para mostrar a vida de Zack faz de Crisis Core um dos melhores, se não o melhor capítulo de FFVII, além de contar com o design bem atual do Advent Children. É um tanto quanto triste, mas sem dúvida vale a pena cada hora jogada na tela do PSP.


Only You Can Save Mankind

segunda-feira, 09/06/2008

Only You Can Save MankindQue o Terry Pratchett é um escritor do caramba, ninguém duvida. Mas muito pouca gente conhece o que ele fez além da série Discworld. Não foi muita coisa, é verdade, mas o que ele fez foi memorável. Este livro, “Only You Can Save Mankind” é uma dessas pérolas.

Não é um enredo muito original, mas o contexto é pra lá de interessante, e a aventura se desenrola muito bem. Johnny Maxwell é um jovem de uns 15 anos que se diverte todo dia jogando o game com o mesmo título do livro. É a época da guerra do Iraque — a primeira delas, conduzida pelo bestalhão-pai — e as imagens na televisão são muito parecidas com um video-game. Em um dado momento, Johnny recebe a rendição dos alienígenas que enfrenta na tela. Tudo ok, exceto que isso não era pra acontecer. Johnny logo percebe, então, que aquilo é mais que um jogo.

Esse tipo de enredo já foi abordado em contos mais “sérios”, como o “Ender’s Game”, de Orson Scott Card. Mas aqui o enfoque é bem diferente, além de ser bem recheado com o humor de Terry Pratchett. Não se deve esperar, no entanto, encontar o mesmo non-sense absolutamente lógico da série Discworld — Johnny vive no nosso mundo e as coisas são bem mais pé-no-chão. O livro deu tão certo que gerou uma trilogia. Não tive a oportunidade de ler ainda os outros dois livros da série, mas o interesse certamente apareceu. O problema é encontrar esses livros aqui no Brasil para comprar — não chega a ser um problema, realmente, com a internet por aí. E, considerando a fila enorme de outros livros, ainda vai demorar um pouquinho.


A Tropa Sinestro

quinta-feira, 05/06/2008

O universo é repleto de caos. A ordem é fraca demais, complacente e misericordiosa demais. Apenas um fator pode salvar o universo: o medo. Ele vai manter os indivíduos atentos ao que devem fazer, sobre o que devem responder e o mais importante, a quem devem obedecer. O universo deve ser tingido com a cor do medo, o amarelo.

É assim que Sinestro pensa. É assim que ele arregimenta sua tropa, composta de todos aqueles que podem espalhar o regime de medo pelo cosmos. E para isso ele só precisa se livrar da Tropa dos Lanternas Verdes.

É assim que a a Tropa Sinestro se desenvolve, mostrando os esforços da Tropa dos Lanternas Verdes para se manter viva, já que o novo inimigo é tão poderoso quanto a própria tropa. Muitos morrem e a história entra como a peça que faltava na mitologia da polícia cósmica da DC Comics. O conflito é selvagem, o inimigo impiedoso e a história possui uma das melhores narrativas dos últimos tempos.

Publicada em 2007 nos EUA e deve sair aqui no Brasil este ano pela Panini. Apesar de se desenrolar por dois títulos (Green Lantern, Green Lantern Corps) e vários especiais, os desenhos não caem de qualidade, a narrativa é constante e sempre deixava um pouco de água na boca quando mudava de uma edição para outra. E o melhor de tudo, a história é apenas a introdução da “Noite mais Escura” (Blackest Night), que deve mostrar as novas tropas que vão “patrulhar” o universo. Definitivamente uma boa leitura.