Aliens vs Predador

sábado, 31/05/2008

A primeira vez que ouvi falar sobre Aliens Vs Predador fiquei fascinado com a idéia. O dois alienígenas mais malvados do cinema estariam finalmente juntos, fazendo o que fazem de melhor: matando pobres humanos indefesos. Mas logo veio diversas dúvidas: Qual ambientação seria usada no filme? Quem ganharia a batalha? Haveria um humano capaz de se colocar entre duas forças do universo e sobreviver? Infelizmente todas as minhas respostas vieram com dois filmes que não conseguiram captar a essência de nenhum dos alienígenas.

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A Cor da Magia

terça-feira, 27/05/2008

A Cor da MagiaO mundo avança pelo espaço sobre a carapaça de uma tartaruga. É um dos grandes mitos antigos, encontrado onde quer que homens e tartarugas interajam; os quatro elefantes foram um requinte indo-europeu. Fazia séculos que a idéia pairava no quarto de despejo das lendas. Tudo o que Terry Pratchett precisou fazer foi pegá-la e sair correndo antes que os alarmes disparassem.

Discworld é um mundo plano, em forma de disco, que navega pelo universo nas costas de uma tartaruga, a Grande A’Tuin. A cidade principal desse mundo é Ankh-Morpork, uma grande metrópole de fantasia, com todos os problemas das metrópoles atuais — e alguns outros, uma vez que nós não temos trolls andando pelas ruas. Em Ankh-Morpork há a Universidade Invisível, onde (supostamente) estudam os magos. O mais inepto dos magos é Rincewind, que só aprendeu um feitiço, e nunca o usou por medo das conseqüências. Rincewind precisa acompanhar DuasFlor, um turista de quatro olhos (ele não usa óculos) do continente Contrapeso. A cor da magia é a oitava cor, octarina, que apenas os magos podem ver. Magos também são visitados pessoalmente por Morte na ocasião derradeira. Rincewind não é muito um mago, mas tem essas duas capacidades. A última, em especial.

Este livro dá o tom da série Discworld, que já conta com mais de quarenta livros publicados. Anti-heróis, esquisitices, citações em contextos inusitados e muita analogia com as situações que enfrentamos nos dias de hoje. Os livros da série costumam ir fundo — de uma maneira bem cômica — em coisas que encaramos todo dia: preconceito, religião, economia, e até física quântica.

O humor é um pouco mais escrachado que os livros que o seguem e, em minha opinião, é o piorzinho da série — ou o menos melhor. Era de se esperar que o escritor vá perdendo o pique conforme suas idéias vão acabando. Mas, com Terry Pratchett, isso não parece acontecer — nos livros mais novos, o autor cria situações muito complicadas com o único objetivo de fazer graça, mas transforma as situações em enredos bastante complexos. “A Cor da Magia”, no entanto, apenas reúne alguns contos de Rincewind e DuasFlor. Em contos mais novos, outras linhas de história se abrem.

Em todo caso, este livro é obrigatório. Não custa muito, e vale a pena cada linha da leitura, além de abrir o apetite para todas as seqüências.


Rebuild of Evangelion: You are (Not) Alone

sexta-feira, 16/05/2008

O ano de 1995 é um marco especial para os animes, porque até esta data a indústria de animes estava em decadência e foi neste ano surgiram dois grandes sucessos que deram a revitalização que era necessária, mudaram não somente a parte econômica das animações japonesas, mas também uma boa parte da narrativa e da qualidade visual dos animes: Mobile Suit Gundam Wing e Neon Genesis Evangelion.

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Homem de Ferro

sexta-feira, 16/05/2008

Homem de Ferro
Nunca fui fã do Homem de Ferro, o personagem criado nos quadrinhos por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby em 1963. Embora eu achasse alguns de seus aspectos interessantes, como toda a alta tecnologia que viabiliza os poderes da armadura, eu detestava Tony Stark. Raios repulsores, vôo e super-resistência são muito legais de se ver em combate, mas os pensamentos e palavras do homem por trás da máscara me empatavam a experiência. Além disso, com exceção do compadre Jim Rhodes, eu também antipatizava com o elenco de apoio e, mais importante, nenhum dos vilões tinha o menor apelo para mim. Então, minhas expectativas para o filme estrelado por Robert Downey Jr. não eram das melhores. Mesmo assim, movido por meus instintos de fã-de-quadrinhos-que-achou-o-trailer-interessante, fui conferir. E não é que o filme é muito bom e divertido?

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Planet Hulk/World War Hulk

terça-feira, 06/05/2008

Hulk arregaçando com Reed Richards e o Dr. Estranho
O novo filme do Hulk estará em breve nas telas dos cinemas, então acho que ele merecia um post, afinal de contas o Hulk é um dos super-heróis mais estranhos e antigos. Claro que nem sempre ele foi agraciado com bons escritores, mas esta é a sina de todos os super-heróis. Na verdade, não vou falar sobre o Hulk em si, mas sobre sua maxi-saga Planeta Hulk/Guerra Mundial Hulk (Planet Hulk/World War Hulk).

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O Dia em que o Palhaço Chorou

quinta-feira, 01/05/2008

Jerry Lewis como Helmut Doork, nas gravações de \"O Dia em que o Palhaço Chorou\"O primeiro drama dirigido por Jerry Lewis nunca seria lançado, mas se tornaria uma lenda entre curiosos e cinéfilos pelos próximos 35 anos. Marcado pelas comédias pastelão que o lançaram ao sucesso ao lado de Dean Martin na década de 40, Jerry Lewis tenta mudar radicalmente de rumo e dirigir um trabalho sério e audacioso. E, falando em coisa séria, nada melhor do que ter o próprio Holocausto como pano de fundo.

The Day the Clown Cried conta a história de um decadente palhaço de circo — interpretado pelo próprio Jerry Lewis — no começo da Segunda Guerra Mundial. Depois de despedido e preso por zombar de Hitler, ele acaba parando em um campo de concentração para presos políticos em Auschwitz. E sendo um palhaço com algum sucesso entre as crianças, ele arranja um trabalho por lá levando as crianças quietas e comportadas sem suspeitar que estão, na verdade, indo para a câmara de gás.

Se só essa pequena sinopse já o figura como um filme de possível gosto questionável e insensível, o mais divertido é ler os depoimentos de quem assistiu uma prévia antes de pronto. É comum encontrar comentários do tipo “isso é simplesmente errado” ou “situações cômicas ou de drama nos piores momentos possíveis”.

Infelizmente, os autores originais do livro em que se baseou o filme disseram que jamais deixariam o filme ser lançado. Segundo eles, Jerry Lewis modificou totalmente a história original, facilitando a identificação do público com o personagem, ao invés de fazer dele um cara arrogante e egoísta que aprende uma lição no final, como é no livro.

Há alguns pequenos trechos dos bastidores do filme no YouTube e ainda algumas entrevistas com pessoas dentro de Hollywood que o viram. Apesar disso, a única cópia em video cassete supostamente disponível encontra-se com o próprio Jerry Lewis, que ainda está tentando lançar o filme comercialmente.