O Incrível Hulk

ihulk

Demorei bastante para ver o Incrível Hulk, primeiro porque o Hulk não é um dos meus personagens favoritos, segundo porque o primeiro filme tinha sido tão ruim, que era prematuro demais no meu ponto de vista fazer um novo, mas como dizem, o tempo é o melhor remédio. Este segundo filme ainda não é a melhor adaptação de quadrinhos que já vi, mas também não é a pior, diria até que é acima da média, principalmente vindo da Marvel, que estragou completamente o Quarteto Fantástico.

Creio que é melhor explicar o que acho do Hulk. Como ele é baseado em livro de terror/ficção científica, que é “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde“, ele deveria ser um ser inteligente, bruto, mau, mas inteligente, e isso ele não foi por muitos anos, talvez até para o diferenciar do livro do qual ele foi adaptado. E bem, depois que ele ficou inteligente, perdeu a principal parte que o diferenciava do original e ganhou status de herói, mas ainda sim permaneceu anos apenas como algo secundário até que a Marvel resolveu torná-lo a causa de todos os desastres naturais do seu universo. O que é ainda pior e, por diversas vezes, tiveram que voltar atrás e deixá-lo semi-inteligente novamente.

Mas isso é no quadrinho e nos filmes, o Hulk é ainda caracterizado como ele foi concebido em 1962, um monstro resultado de um acidente nuclear… Opa, nos filmes também não é assim, já que sair explodindo bombas nucleares está muito em baixa nestes dias. Tá, ele é o resultado de um experiência que não deu certo e que acaba transformando o Dr. Banner em um monstro verde, com mais de três metros de altura e nenhum controle. A não ser quando Betty Ross entra na frente e o acalma, remontando a um conto de fadas chamado “A Bela e a Fera”.

Não dá para ser muito original mesmo, mas o filme até consegue melhorar um pouco o esquema, colocando Liv Tyler como Betty Ross com certeza ganha pontos na minha escala. Além disso, gosto do Edward Norton, a atuação dele não é exagerada, e ele é bem inteligente, sem contar que a dupla com a Liv Tyler ficou boa. Transformar o General Ross no verdadeiro monstro do filme melhorou e muito o roteiro, e a presença do Abominável também conta pontos a favor, deixando as coisas equiparadas em matéria de poder de fogo, e quem conhece bem o Hulk, vai ver também o nascimento do Líder, um dos inimigos dele.

Tá o roteiro e o casting são bem melhores do que o primeiro, mas e a produção? Bem, fazer um filme de alguém com mais de três metros, que deve pesar pelo menos duas centenas de quilos, e que tem músculos demais não é fácil, e essa é realmente a parte mais fraca do filme. Em diversos momentos coisas que deveriam ser destruídas, não foram. Sem contar na computação gráfica que é tão evidente que em diversos momentos me perguntei se o filme realmente teve alguma locação fora do estúdio. Helicópteros, efeitos de tiros, prédios, tudo tem algum tipo de retoque de CG que deixa o fime mais artificial. E conta ainda com o inglês/russo falso de Tim Roth que não tem um pingo de sotaque. E a cena em que ele corre até o Hulk só faltou alguém dizer: Run Forrest, run!

Bem, o filme tem uma grande qualidade, a falta de exagero. Tudo foi meio que real, então posso descontar as minhas críticas graças a isso, mas novamente acho que se eles querem fazer um Hulk interessante, devem recobrar a parte de ficção científica dele, afinal o Dr. Bruce Banner é super inteligente, então porque não usar isso? É um filme mediano, mas que diverte e isso conta muitos pontos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: