Constantine

quinta-feira, 20/11/2008
O primeiro poster do filme

O primeiro poster do filme

Tenho que admitir, não foi o que eu esperava. Desde de quando ouvi obre o filme baseado nos quadrinhos de Hellblazer, achei que não sairia boa coisa. Afinal a história é complexa, imoral, anti-religiosa e totalmente sacana.

Keanu Reeves não seria minha escolha para o papel mas com certeza fez um bom trabalho. Claro que a beleza de Rachel Weisz ajudou muito e sua atuação também foi fantástica. Acho que da parte dos atores, apenas o Shia LaBeouf é que deixa muito a desejar como Chas. Mas no conjunto e com a participação de Tilda Swinton a parte teatral do filme foi bem planejada e executada.

Os efeitos especiais e a execução da história foram bem feitas, mas em alguns pontos bem exagerada, o que difere e muito de Hellblazer. Nos quadrinhos, tirando aqueles em que os seres sobrenaturais aparecem, tudo é bem sutil e quase não se percebe a magia sendo executada, enquanto no filme, tudo é bem espalhafatoso.

Acho que a parte mais fraca é realmente a história, que se fosse de algum outro personagem seria boa, mas se comparada com as histórias do Constantine é apenas media. O Constantine de Keanu é mais humano do que sua identidade dos quadrinhos, e muito, muito menos amoral. Mas acho que com a censura que seria para fazer um Constantine realmente parecido com o imaginado pelo Alan Moore, ficaria inviável fazer o filme. No fim das contas dou uma nota sete no filme, que não deixa de ser divertido.

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Agente 86

sexta-feira, 07/11/2008

 

Poster do filme

Poster do filme

Fazia tempo que não aparecia um filme de comédia sem ter cenas de apelação ou escatologia. Aliás aparentemente a indústria cinematográfica do gênero parece ter esquecido que um dia já existiu comédias tão engraçadas como as de Jerry Lewis e Mel Brooks ou o humor negro de Monty Python e hoje em dia só consegue produzir comédias românticas que reciclam sempre as mesmas piadas e filmes idiotas e apelativos como a série Todo Mundo em Pânico.

Agente 86 destoa desta tendência e mostra que ainda é possível fazer as pessoas rirem apenas com boas atuações e idéias engraçadas. O filme consegue captar bem a essência do antigo seriado e ainda trazer nova roupagem aos personagens e situações, além de prestar homenagem ao seriado. Steve Carell está bem caracterizado como Maxwell Smart, não tão inocente quanto o original, mas tão engraçado quanto e a adição da nova Agente 99 – Anne Hathaway mostra uma química bem interessante que complementa o personagem de Carell. 

Aliás a Agente 99 não deve nada a qualquer outra agente já personificada no cinema, e até faria inveja a algumas Bond Girls. O ponto fraco do filme vai para os vilões, que passam praticamente desapercebidos e entram e somem de cena como se nem fizessem parte da história. Um bom filme para se ver e dar boas risadas das coisas impossíveis que acontecem. Muito bom, mas ainda acho que o melhor filme do Agente 86 é A Bomba que Desnuda. No créditos ainda podemos ver que o filme tem a consultoria do Mel Brooks, o que o deixa ainda melhor.


Eu sou a Lenda

segunda-feira, 03/11/2008
Capa original do livro Eu sou a Lenda

Capa original do livro Eu sou a Lenda

Graças ao filme que recentemente foi para o cinema, fiquei curioso para ler o livro no qual ele foi baseado. A premissa tinha me deixado bastante curioso, afinal o livro já é um pouco velho, foi lançado em 1954 por Richard Matheson, e desde lá o nível da tecnologia cresceu muito. Então minha curiosidade era como era engendrada a epidemia de zumbis e como Robert Neville sobrevivia várias décadas antes do filme.

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