Anime e Qualidade

quinta-feira, 29/01/2009

xamdCom a quantidade de animes que finalmente chegam todos os dias aqui pelas bandas do Brasil me espanto com a qualidade de alguns deles. Quando comecei a assistir animes, todos eram cópias das cópias das cópias de algum VHS que tinha chegado aàs mãos de algum fã. As vezes este fã comprava as fitas e a partir dai com a ajuda dos amigos eram feitos os fansubs. E na época alguns tinham qualidade excepcional, como o Akira. Quando o vi pela primeira vez foi como me acertassem com uma marreta. Como aquilo era bem feito.

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Watchmen

quinta-feira, 22/01/2009
Dr. Manhatan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Dr. Manhattan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Com o filme prometido para muito breve, vale a pena falar um pouquinho da história em quadrinhos antes que o hype do filme tome conta da internet. E, ainda que eu espere que o filme seja bom (é um filme que eu estou esperando há mais de vinte anos!), não creio que possa alcançar a complexidade do quadrinho. Este post é dividido em duas partes. Na primeira, aberta, eu faço um comentário rápido e sem spoilers; na segunda parte (depois do “Leia Mais”) eu comento sobre algumas coisas que podem acabar com a surpresa de algumas pessoas.

Watchmen foi escrita por Alan Moore, que na década de 80 se consagrou desconstruindo quadrinhos usando os próprios quadrinhos como linguagem. Ele fez isso em “Piada Mortal”, com o Batman e o Coringa, criando uma história de arrepiar. Mas em Watchmen, ele leva isso ao extremo. A história é sobre heróis como eles seriam em um mundo real — ou, pelo menos, mais real que a policromia das revistas em quadrinho. Para fazer a desconstrução, Moore usou um recurso interessante: o tempo e o estilo dos heróis dentro da história acompanham a forma como os heróis eram retratados e interpretados no mundo real. Assim, os heróis da década de 40 são simples; durante a década de 50 eles estão em decadência; na década de 60 eles renascem cheios de problemas psicológicos e, na década de 80, eles são quase anti-heróis.

A história começa com um assassinato. Um senhor de meia-idade, Edward Blake, é jogado do alto de seu apartamento na cobertura de um apartamento de luxo no centro da cidade. Investigando o assassinato, o vigilante Rorschach descobre que Blake é, na verdade, o Comediante, um dos poucos vigilantes ainda em atividade. O que se segue daí é uma história complexa, recheada de mistérios, conspirações e muito mais. Poucas publicações merecem o rótulo Indicados como essa — é uma história que eu leio pelo menos uma vez por ano, e a cada leitura descubro algo a mais.

Os comentários a seguir provavelmente contém spoilers. Não leia, ou muito da sua surpresa vai se estragar. Leia o quadrinho, assista o filme, e só depois retorne aqui e faça seu comentário. Realmente, se você não conhece a história, não leia mesmo o que vem a seguir. No futuro, você vai ficar imaginando como teria sido muito mais divertido seguir a história como o autor a escreveu. Você foi avisado

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The IT Crowd

sexta-feira, 16/01/2009
Jen, Moss e Roy, The IT Crowd

Jen, Moss e Roy, The IT Crowd

Nos dias de hoje, a tecnologia se tornou presença absoluta e indispensável na vida de praticamente todo mundo. Com isso, as grandes fortunas e as pessoas mais bem sucedidas são os assim chamados geeks, que — exatamente por conta de suas grandes fortunas (o dinheiro move o mundo) — deixaram de ter aquele estigma social tão pesado que carregavam até muito pouco tempo atrás. Hoje, gostar de quadrinhos, RPG, tecnologia e computadores não é mais coisa de doido. Muito pelo contrário, é até admirável. Era de se esperar que seriados tendo nerds como personagens principais (e não apenas como o esquisito do grupo) surgissem. Pretendo falar de vários deles nas semanas seguintes.

Mas agora falo de The IT Crowd. É uma sitcom britânica sobre dois funcionários do departamento de informática de uma grande empresa: Roy e Moss, que um dia recebem uma nova chefe, Jen, que, é claro, não entende nada a respeito de computadores. Não é a descrição de um enredo particularmente estimulante, mas poucas descrições são. O que faz The IT Crowd se destacar entre as sitcoms bobinhas que vemos por aí é a sua execução.

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The Discworld Graphic Novels

quinta-feira, 15/01/2009
Discworld Graphic Novels

Discworld Graphic Novels: The Colour of Magic & The Light Fantastic

Terry Pratchett escreve livros maravilhosamente bem-humorados a respeito de um mundo em forma de disco, navegando pelo universo nas costas de quatro elefantes, apoiados, por sua vez, sobre uma tartaruga gigante. Se os primeiros livros pendiam mais para o lado do humor escrachado, os livros mais novos contém enredos incrivelmente elaborados e um humor inteligente — daquele tipo que você não vai gargalhar até doer a barriga, mas que vai te fazer abrir um sorriso a cada página. É natural que livros dessa natureza transformem o seu escritor em um sucesso, e é simplesmente natural que um escritor de sucesso navegue em outras mídias.

O livro The Discworld Graphic Novels — The Colour of Magic & The Light Fantastic (note o u em colour) são as adaptações para os quadrinhos das duas primeiras novelas da famosa série (com os mesmos nomes, é claro). Infelizmente, como sempre, adaptações geram perdas, e nem sempre o que é bom em um meio é bom em outro.

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Playstation Portable

segunda-feira, 05/01/2009

psp1 Nos últimos 3 anos não teve compra melhor do que esta aqui em casa. É pequeno, pode ser levado para qualquer lugar, onde vai atrai a atenção, tem um display bonito e pode ser utilizado para jogar jogos, assistir filmes e muitas coisas. Estou falando do Playstation Portable, o videogame de mão da Sony.

Lançado em 12 de dezembro de 2004 no Japão e em março de 2005 nos EUA, o Psp foi uma pequena ousadia da Sony para ver o que conseguiria em um mercado dominado pela Nintendo e sua família de Gameboys e o DS. Na época o único portátil que tinha alguma expressão além do Nintendo DS era o Gp32 e mesmo assim não tinha saída no mundo ocidental, já que era um console coreano. Logo a Sony viu ali uma oportunidade para mais um Playstation.

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