Final Fantasy VII: Crisis Core

segunda-feira, 16/06/2008

Viver a sombra de uma lenda é algo muito difícil. Ainda mais quando a lenda é Final Fantasy VII, um jogo que simplesmente arrebatou mais fãs do que qualquer outro no mundo inteiro e que é até hoje um dos rpgs mais comentados de toda a história, graças a esta legião de seguidores. É neste contexto que aparece Crisis Core, um prelúdio de FFVII.

Lançado para Playstation Portátil no Japão em setembro de 2007 e nos Estados Unidos em março de 2008, Crisis Core conta a história Zack Fair, o Soldier em quem Cloud Strife se inspirou para achar coragem e lutar no FFVII. Nele vemos o quanto Zack é um herói daqueles antigos, fazendo de tudo para salvar a todos, mesmo que isso lhe custe a própria vida. A maioria dos personagens de FFVII aparece, nem que seja para dar um ar mais cômico à história.

O jogo foi criado para preencher diversos pontos da narrativa que faltavam no jogo anterior, como o envolvimento de Zack e Aerith, a loucura de Sephiroth e como Cloud sobrevive ao encontro com o vilão. Claro, não é somente isso, o jogo mostra o quão humano Zack é em um mundo que está mudando, onde amigos se tornam inimigos e o quanto ele preza a amizade acima de qualquer outra coisa. Também temos novos vilões tão bons e tão cativantes quanto Sephiroth.

Por ser um Final Fantasy, Crisis Core é bem fácil de jogar, e contando com a novidade do DMW (Digital Mind Wave) temos uma jogabilidade agradável e cheia de surpresas, já que através da roleta do DMW os summons e os limit breaks aparecem aleatoriamente. As animações são de primeira qualidade, e para quem espera batalhas épicas, Crisis Core está recheado. Um sistema de missões garante ao jogador o local ideal para ganhar experiência e melhorar o personagem sem a necessidade de continuar na linha temporal da história, podendo participar das missões quantas vezes achar necessário. As matérias também estão de volta, algumas clássicas, outras novas e com um sistema que permite fundir matérias e itens para ganhar novos poderes e atributos.

A trilha sonora contém novas versões das músicas tanto de FFVII, quanto de Advent Children e é uma das melhores já feita.

Para quem jogou Final Fantasy VII, o final do jogo não será novidade, mas a forma como os produtores escolheram para mostrar a vida de Zack faz de Crisis Core um dos melhores, se não o melhor capítulo de FFVII, além de contar com o design bem atual do Advent Children. É um tanto quanto triste, mas sem dúvida vale a pena cada hora jogada na tela do PSP.