Final Fantasy III for DS

sexta-feira, 04/07/2008

Final Fantasy sempre foi sinônimo de jogos de aventura de qualidade, desde seu início modesto e pixelado no Nintendinho até os dias de hoje. Todos os jogos conquistaram tantos fãs que alguns — como eu — se tornam fã de qualquer coisa da série. Não é de se admirar que a Square, produtora dos jogos, se sinta à vontade para relançar alguns dos títulos mais antigos — algumas vezes sem muito brilho, mas outras vezes refeitos da maneira mais sofisticada possível. É o que acontece com Final Fantasy III.

Nunca lançado antes oficialmente no mercado ocidental, foi jogado por muitos nos emuladores, com ROMs disponíveis na internet. O jogo representava o melhor que se podia obter com o NES, era estimulante, tinha um ótimo sistema de classes e nunca era frustrante. A história era meio fraquinha, mas o que se podia fazer naquela época? O jogo foi relançado em 2006 para o portátil Nintendo DS em grande estilo: ainda é o mesmo jogo, mas os gráficos foram reelaborados para serem tridimensionais e com mais detalhes, a música também ganhou um level-up e a história também ganhou algumas nuances.

O jogo ainda é o mesmo: o sistema de classes permanece, e saber qual classe usar em que situações é uma estratégia em si. A história continua fraquinha, mas pelo menos existe algum desenvolvimento de personagens. Na verdade, existem personagens — o jogo original não os tinha. A idéia é a mesma: alguém no mundo está ameaçando a integridade dos quatro cristais dos elementos, e quatro guerreiros predestinados se ocupam em salvar o mundo. Tudo com muitas batalhas, muitos monstros e muita magia em um cenário típico de fantasia medieval (com alguma tecnologia).

O interesse básico é ver como a Square usaria as tecnologias disponíveis no DS, mais especificamente a touchscreen. O resultado é um pouco misto. Nas cidades, se tornou muito fácil caminhar de um lado a outro, conversar com NPCs e selecionar uma ou outra coisa. Durante as batalhas também se torna bastante fácil, com um toque ou dois, selecionar a ação desejada. Mas continua sendo apenas uma adaptação para um estilo de interface que é feita com o controlador tradicional. Na tela de status, por exemplo, às vezes é necessário clicar duas vezes em um item, para selecionar e confirmar a seleção. Isso não deveria ser necessário, mas levemos em conta que é uma adaptação de um jogo antigo (haverá código reaproveitado?) e uma tecnologia pouco conhecida entre os games. Este mês deve sair o remake de Final Fantasy IV, cujas telas divulgadas na internet prometem algo um pouco melhor.

No final das contas, Final Fantasy III é um jogo que merece alguma atenção. É divertido, permite horas de entretenimento, é desafiante, tem todo o espírito que um jogo da marca deveria ter, roda em um portátil e é muito bom ver que um jogo antigo continua sendo bom.

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