Coração de Tinta

segunda-feira, 29/12/2008
Capa brasileira do Coração de Tinta

Capa brasileira do Coração de Tinta

Acho frustante quando alguém tem uma idéia incrivelmente legal, mas não consegue implementa-la de maneira prazerosa. Há um ano atrás vi o trailer do filme Coração de Tinta, e achei uma ótima idéia, pessoas que amavam livros e que ao ler poderiam retirar da trama objetos ou personagens. O filme era para sair no início de 2008, mas por problemas diversos acabou calhando de sair esta semana. Acabei lendo o livro que originou o filme e fiquei muito desapontado.

A trama conta a história de Mo e Meggie, pai e filha, que simplesmente devoram os livros. Ele é um restaurador de livros e ela tem apenas 12 anos, mas passou a maior parte da vida cercada de histórias fantásticas e daí nasceu um grande amor pela literatura. Sua vida ia bem até um amigo de Mo aparecer, Dedos de Poeira. Ele diz que Capricórnio quer o livro e que nada vai impedi-lo de o obter. A partir daí Mo e Maggie começam a fugir, e ela descobre que o pai tem um dom único, ao ler um livro em voz alta, os personagens ou objetos podem ser transportados para fora do livro, e assim os problemas dos dois só aumentam.

Com um poder como este, o leitor pode esperar que algo realmente titânico aconteça no livro, mas a frustação vem exatamente deste ponto. A autora, Cornélia Funke.  não soube explorar o poder e acaba por se perder na descrição do que ela considera um vilão realmente mau. No livro a descrição do Capricórnio é dada pelo menos umas cinco vezes, e todas elas são do mesmo jeito, sem dizer o porque dele ser assim, ele apenas é mau. Tive a impressão de que apenas os personagens secundários são desenvolvidos e a tal busca pelo livro realmente deixa a leitura enjoativa. É uma pena, tinha tudo para ser tão bom quanto a História Sem Fim, onde o leitor é convidado a viver junto dos personagens praticamente. Ainda vou ver o filme, porque segundo as críticas é apenas levemente inspirado pelo livro, então pode até ser uma boa leitura.

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Twilight Series

sexta-feira, 12/12/2008
Capa do livro Twilight

Capa do livro Twilight

Ando lendo muitos livros sobre os nossos mortos viventes mais conhecidos, os vampiros. Ultimamente, li os livros de Hellen Schreiber, Leurell K. Hamilton, Charlaine Harris e Stephenie Meyer, cada qual com seu universo e seus vampiros diferentes.

O Burning falou sobre os vampiros da Charlaine Harris, que também estou lendo. Vou falar um pouquinho dos vampiros da Stephenie Meyer.

Nos livros, Bella é uma garota que sempre viveu na Califórnia, e para não atrapalhar o novo romance de sua mãe vai viver com seu pai, a quem não conhece muito bem, em uma cidadezinha no interior onde chove muito, e tudo é muito verde.

A história principal trata de um romance entre Bella e Edward, um vampiro de uma família de vampiros que praticam o “vegetarianismo vampírico”. Isso mesmo, ao contrário dos livros da Charlaine Harris onde o True Blood chegou para arrasar, neste livro não temos estoques de sangue sintético japonês. Mas não se preocupe; seguindo os ideais de bondade de sua autora, que é mórmon, temos animais de grande e pequeno porte nas florestas para resolver o problema.

Bella e Edward são o casalzinho típico com conflitos adolescentes. Afinal, ele tem eternos 17 anos, fome de sangue e preocupações de manter seus venenosos dentes longe de sua amada, e ela está em dúvidas entre Edward, o vampiro, e Jacob, o lobisomem. Sim, temos um estranho triângulo amoroso, e também lobisomens.

Os 4 livros da série: Twilight, New Moon, Eclipse, e Breaking Dawn, com tradução oficial dos 2 primeiros e previsão para um quinto livro com a história contada pela visão de Edward, foram traduzidos por fãs ansiosas e bem dispostas que não poderiam esperar pelas traduções oficiais. Li todos eles nas traduções extra-oficiais, e esta semana comprei os dois primeiros em uma promoção imperdível da FNAC, e estou aguardando chegarem pelo correio para ler novamente. São livros que vale a pena ler apesar da temática meio adolescente.

O filme baseado em Twilight vai ser lançado dia 18 de dezembro no Brasil e tem os atores Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner como os personagens principais. Vou assistir, mas não tenho muitas esperanças, com o Cedrico Diggory fazendo o Edward não sei se vai ficar legal. Pelo menos a Kristen Stewart é bonitinha.


The Orange Box

quinta-feira, 04/12/2008
A Capa do Orange Box

A Capa do Orange Box

Se você tem por volta de R$ 99 para gastar e não sabe o que fazer com ele, posso te dar uma boa sugestão: The Orange Box. O Orange Box é uma pequena coleção de jogos lançada pela Valve, que trouxe entre outras coisas, um dos melhores jogos do ano passado: Portal. Além dele, o pacote inclui o Steam que é o programa de distribuição de software da Valve, Half-Life 2, Half-Life2 – Episódio 1 e 2, mais o Team Fortress 2.

Do Portal eu já falei e sem necessitar de grandes apresentações no mundo dos jogos, Half-Life 2 é fantástico, na época em que foi lançado era o topo da qualidade gráfica, de desenvolvimento e com uma história fantástica de se vivenciar. O que melhorou ainda mais quando foram lançados os Episódios 1 e 2, que contam a seqüência da história do retorno de Gordon Freeman, com algumas melhoras aqui e ali na máquina gráfica e na jogabilidade que já eram ótimas. Completando o conjunto, tem o Team Fortress, que é um jogo online para se perder muito tempo e se divertir bastante. Recentemente, os empregados da Valve disseram que o desenvolvimento do episódio 3 estava atrasado graças ao tanto de coisas legais que eles vinha colocando no Team Fortress. E bota coisa legal nisso. E ele ainda possibilita o dono de baixar os milhares de mods que existem para o HL2.

Considerando o preço das coisas aqui no Brasil, e com o dólar nas alturas o Orange Box pode parecer meio ultrapassado, afinal foi lançado ano passado, mas para quem não teve oportunidade de jogar é sem dúvida uma grande pedida. É um pacote de 5 jogos em um, e com o preço de um aqui no Brasil. Garante diversão por vários dias, ou anos, como é o meu caso, já que quando o instalei joguei muito e nunca mais tirei os jogos do hd, sempre voltando a eles quando tenho um tempinho. Em breve coloco artigos separados para cada um deles.