O Estranho Sem Nome

segunda-feira, 28/04/2008

Cartaz do filme \"O Estranho Sem Nome\"Como todo mundo que nasceu no final da década de setenta, minhas tardes eram preenchidas com brincadeiras e com filmes que passavam de na TV. Errol Flynn e Clint Eastwood eram figuras emblemáticas que muitas vezes se apossavam das tardes de segunda a sexta, onde hoje só se passa filmes com animais falantes e adolescentes querendo fazer festas. Gostar de faroeste era então comum, e isso só atiçava a imaginação das crianças ao tentarem encenar o que viam nas tvs em preto e branco no Brasil. Claro que depois de muitos anos, é impossível lembrar de todos os filmes que já vi, mas sempre que posso, gosto de ver e tentar sentir a mesma sensação que tive quando criança: diversão ao máximo.

Não me lembro se vi O Estranho Sem Nome quando era criança, e talvez por isso, quando o vi recentemente minha diversão tenha sido maior ainda do que na minha infância. O filme tem um passo lento, bem encadeado, o qual o faz parecer um filme experimental onde a música e a paisagem também ajudam a dar este tom inesperado, fazendo com que a atenção esteja voltada a cada cena que surge na tela. As falas dos personagens caem tão bem, que até mesmo os atores mais fracos conseguem não ficar apagados diante do Estranho, que é feito sob medida para Clint.

A história é sobre uma pequena cidade que guarda um segredo, e para mantê-lo escondido paga ao Estranho para protegê-la de três bandidos que estão saindo da prisão. Logo a cidade tem sua rotina modificada pelo comportamento macabro do anti-herói.

O filme merece ser visto por causa das ações que o Estranho toma na defesa da cidade, que são diabólicas. Isso sem contar nas tiradas sarcásticas que acontecem a cada passo do Estranho. Uma ótima pedida para uma tarde chata ou uma grande chance de ver um dos maiores clássicos do faroeste.

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