Watchmen

quinta-feira, 22/01/2009
Dr. Manhatan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Dr. Manhattan, Comediante, Silk Spectre, Ozymandias, Capitão Metrópolis, Night Owl e Rorschach

Com o filme prometido para muito breve, vale a pena falar um pouquinho da história em quadrinhos antes que o hype do filme tome conta da internet. E, ainda que eu espere que o filme seja bom (é um filme que eu estou esperando há mais de vinte anos!), não creio que possa alcançar a complexidade do quadrinho. Este post é dividido em duas partes. Na primeira, aberta, eu faço um comentário rápido e sem spoilers; na segunda parte (depois do “Leia Mais”) eu comento sobre algumas coisas que podem acabar com a surpresa de algumas pessoas.

Watchmen foi escrita por Alan Moore, que na década de 80 se consagrou desconstruindo quadrinhos usando os próprios quadrinhos como linguagem. Ele fez isso em “Piada Mortal”, com o Batman e o Coringa, criando uma história de arrepiar. Mas em Watchmen, ele leva isso ao extremo. A história é sobre heróis como eles seriam em um mundo real — ou, pelo menos, mais real que a policromia das revistas em quadrinho. Para fazer a desconstrução, Moore usou um recurso interessante: o tempo e o estilo dos heróis dentro da história acompanham a forma como os heróis eram retratados e interpretados no mundo real. Assim, os heróis da década de 40 são simples; durante a década de 50 eles estão em decadência; na década de 60 eles renascem cheios de problemas psicológicos e, na década de 80, eles são quase anti-heróis.

A história começa com um assassinato. Um senhor de meia-idade, Edward Blake, é jogado do alto de seu apartamento na cobertura de um apartamento de luxo no centro da cidade. Investigando o assassinato, o vigilante Rorschach descobre que Blake é, na verdade, o Comediante, um dos poucos vigilantes ainda em atividade. O que se segue daí é uma história complexa, recheada de mistérios, conspirações e muito mais. Poucas publicações merecem o rótulo Indicados como essa — é uma história que eu leio pelo menos uma vez por ano, e a cada leitura descubro algo a mais.

Os comentários a seguir provavelmente contém spoilers. Não leia, ou muito da sua surpresa vai se estragar. Leia o quadrinho, assista o filme, e só depois retorne aqui e faça seu comentário. Realmente, se você não conhece a história, não leia mesmo o que vem a seguir. No futuro, você vai ficar imaginando como teria sido muito mais divertido seguir a história como o autor a escreveu. Você foi avisado

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Constantine

quinta-feira, 20/11/2008
O primeiro poster do filme

O primeiro poster do filme

Tenho que admitir, não foi o que eu esperava. Desde de quando ouvi obre o filme baseado nos quadrinhos de Hellblazer, achei que não sairia boa coisa. Afinal a história é complexa, imoral, anti-religiosa e totalmente sacana.

Keanu Reeves não seria minha escolha para o papel mas com certeza fez um bom trabalho. Claro que a beleza de Rachel Weisz ajudou muito e sua atuação também foi fantástica. Acho que da parte dos atores, apenas o Shia LaBeouf é que deixa muito a desejar como Chas. Mas no conjunto e com a participação de Tilda Swinton a parte teatral do filme foi bem planejada e executada.

Os efeitos especiais e a execução da história foram bem feitas, mas em alguns pontos bem exagerada, o que difere e muito de Hellblazer. Nos quadrinhos, tirando aqueles em que os seres sobrenaturais aparecem, tudo é bem sutil e quase não se percebe a magia sendo executada, enquanto no filme, tudo é bem espalhafatoso.

Acho que a parte mais fraca é realmente a história, que se fosse de algum outro personagem seria boa, mas se comparada com as histórias do Constantine é apenas media. O Constantine de Keanu é mais humano do que sua identidade dos quadrinhos, e muito, muito menos amoral. Mas acho que com a censura que seria para fazer um Constantine realmente parecido com o imaginado pelo Alan Moore, ficaria inviável fazer o filme. No fim das contas dou uma nota sete no filme, que não deixa de ser divertido.