Xenogears – Creid

sexta-feira, 05/09/2008

Um dos pontos fortes de Xenogears é a trilha sonora. Composta por Yasunori Mitsuda ela dá uma certa imersão ao jogo, completando os sentimentos que se afloram nos momentos de maior tensão e tristeza que o jogo apresenta. Com uma sintonia tão completa não é de se estranhar que a trilha sonora ganhasse uma versão arranjada, e o nome dela é Creid.

Creid é apresentado como um disco com uma boa dose de inspiração irlandesa, com algumas das melhores trilhas do jogo e conta com as versões japonesas das duas músicas cantadas do jogo. Com dez músicas é estranho de se pensar se não poderiam incluir mais faixas, mas a sintonia entra uma faixa e outra é suficiente para dar uma sensação de uma completa a outra, e quando se chega ao final do disco percebe-se um trabalho muito bem executado.

Creid não é somente uma versão arranjada de trilhas do Xenogears, é um trabalho primoroso e que ressalta as melhores qualidades de músicas tão belas quanto o jogo em si. Aconselho que ouçam e submerjam no mundo que Yasunori Mitsuda ajudou a criar.


Xenogears

sexta-feira, 29/08/2008

Foi em 1998 que ao folhear uma revista americana sobre videogames tive meu primeiro contato com Xenogears. Era uma propaganda de página inteira com um robô azul e logo abaixo dele estava escrito: Stand tall and shake the heavens, algo como mantenha-se ereto e chacoalhe os céus. Aquilo realmente me impressionou, afinal era um rpg da Square, e não era Final Fantasy.

Poucos meses depois pude colocar minhas mãos no jogo, e bem, muitas horas perdidas depois fiquei com aquela sensação de que aquilo tudo era realmente fantástico. Uma história rica em detalhes, cenários gigantescos, robôs pilotáveis, músicas fantásticas e a possibilidade de lutar contra tudo, e contra Deus também.

A trama começava como todo rpg clássico, um rapaz de uns 20 anos, que está em uma vila remota de um continente dividido pela guerra das duas maiores nações que existe no mundo. Logo a guerra chega ao herói da história Fei Fong Wong, que sofre de perda de memória, mas que para proteger a vila entra em um dos Gears (robôs utilizados na guerra) para lutar contra os inimigos, neste momento surge o que pode ser considerado o Darth Vader dos rpgs: Grahf um ser misterioso e muito poderoso e através dele Fei perde o controle e acidentalmente acaba incinerando a vila inteira. Ele então decide sair mundo afora e descobrir qual o seu lugar.

A princípio pode parecer simples, mas com o passar do tempo a história se aprofunda e muitas viradas acontecem. Inimigos muito poderosos aparecem, alianças bem estranhas se formam e muita história é contada. Logo o jogador está completamente inserido na luta de Fei, sua necessidade de procurar Elly, que é o seu grande amor através dos tempos e sua luta contra Grahf e o Ethos, que é a igreja que domina o mundo de Xenogears, claro que no decorrer da história, o seu mecha, o Weltall sofre diversos upgrades, cativando ainda mais os jogadores.

Além da história complexa e bela, Xenogears tinha outros fatores que o deixava anos a frente dos outros rpgs, músicas da melhor qualidade compostas por Yasunori Mitsuda, que também compôs as músicas de Chrono Trigger e Front Mission, entre as músicas haviam trilhas cantadas deixando a história com um jeitão de um anime melhorando a interação entre história/desenvolvimento. Além disso foi um dos primeiros jogos a ter um cenário 3d permitindo que os personagens ficar vagueando pelo mundo imenso.

Um dos poucos jogos a ganhar a nota máxima da revista japonesa Famitsu, Xenogears ainda é tão popular que foi um dos títulos mais pedidos para ser incluso no Playstation Network – PSN, que é o canal de internet do playstation, onde os fãs puderam baixar o jogo e jogar no Ps3.