Guerra Civil Marvel

sábado, 25/10/2008

As vezes me pergunto como existem leitores que gostem mais da Marvel do que de qualquer outra editora de quadrinhos. Ano após ano vejo a Marvel planejando grandes eventos no seu universo, grandes mudanças e renovações. E ano após ano vejo a mesma Marvel matando e ressuscitando seus personagens como se fossem apenas robôs, clones ou no caso recente do Homem-Aranha, mágica. Spoilers a frente, estejam avisados.

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Zegapain

terça-feira, 07/10/2008

Este é mais um daqueles animes obscuros que por algum motivo não fizeram o sucesso que mereciam. Claro que, em um mercado competitivo como o do Japão, para se fazer um sucesso, tem-se que criar algo muito chamativo ou que arrecade fãs a cada esquina, e Zegapain não se encaixou em nenhum destes aspectos.

A história é um tanto a la Matrix: Kyo, um estudante um dia percebe que o mundo em que ele vive não é real, mas apenas uma simulação dentro de um computador e assim ele tenta descobrir o que está errado com a cidade em que vive. Ao tentar descobrir a verdade ele descobre que o mundo que ele acha conhecer, na verdade, foi destruído há muito tempo e apenas alguns poucos humanos estão lutando para retomar o controle do planeta. Logo, Kyo está lutando para ajudar a humanidade a se erguer novamente, a bordo do robô Zegapain Altair.

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Y the last man

sábado, 19/07/2008

Em um mundo cheio de mulheres, o que faria o último homem? Será que ele sairia e se comportaria como um homem normal? Será que se sentiria acuado pela presença feminina abundante? Ou viraria ele um garanhão para a reprodução humana? Em um mundo cheio de mulheres, haveria espaço para o último homem?

Essas são boas perguntas e muitas delas são respondidas em Y the Last Man, um quadrinho da linha Vertigo que começou a ser publicado em 2002 e terminou no ano passado. Nele temos a história de Yorick Brown, o último ser humano masculino do planeta após uma praga que dizimou todas as criaturas que tinham o cromossomo Y. Bem, todas não, Yorick tem um macaco chamado Ampersand, que o acompanha em uma grande empreitada através do mundo em busca de sua namorada que estava na Austrália.

Nas 60 edições de Y, vemos Yorick apanhar, chorar, se machucar, ser torturado, correr, amar e ser humano. Talvez esse seja o grande feito deste quadrinho, ele traduz bem a essência do ser humano, as vezes seu lado bom, e outras seu lado mau, definitivamente algo real, não um estereótipo tirado de algum filme. O roteiro é consistente, a arte o acompanha e temos uma boa combinação para se manter intrigado e entretido anos a fio. Apesar de ser sobre o último homem, as mulheres estão presentes na trama e são tão magníficas como as mulheres que encontramos em vida, e a interação entre Yorick e elas são o charme e o lado sexy de que a história precisa.

Este é um dos quadrinhos que recomendo a todos meus amigos lerem. E quando ele chegou ao fim o primeiro comentário que ouvi foi: “Droga, agora tenho que achar algo para ler no lugar do Y the last man.” Dificilmente acharemos algo parecido, já que o humor e a tenacidade de Y são únicas, assim como suas citações a filmes e músicas das décadas 60 e 70. Claro que existirão outros bons quadrinhos, mas Y entra para a seleta lista dos melhores já produzidos.


Code Geass: Lelouch of the Rebellion

terça-feira, 08/07/2008

Sempre quis ver uma históra onde o vilão era o personagem principal. Algo que realmente chamasse a atenção, onde ele tivesse que ser frio, calculista, mau e, quando necessário, matar. Em inúmeras histórias sempre apareceram anti-heróis, que são aqueles heróis sujos, que não querem contato com os outros personagens, que só pensam neles mesmos… até encontrar alguém que mude seu jeito e seus pensamentos. Não, isso não me bastava. Até que apareceu Code Geass…

Provavelmente o texto a seguir tem spoilers, então esta é a última chance de evitá-los.

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Macross Frontier

terça-feira, 01/07/2008

Se existe um motivo para se ter um bom computador e um monitor bem grande ele se chama Macross Frontier. A qualidade e a beleza deste anime só é comparável a riqueza de detalhes e a história que até agora tem sido muito bem administrada. Lançados doze capítulos até agora, a trama está apenas esquentando, mas com certeza será lembrada como um dos melhores animes já produzidos até então.

A série Macross se baseia em quatro pilares: um triângulo amoroso, músicas poderosas, guerras espaciais e robôs transformáveis. Como em todas as histórias anteriores, temos um triângulo amoroso entre um piloto e duas mulheres; músicas incrívelmente bem orquestradas, com vocais poderosos e produzidas por ninguém menos do que Yoko Kanno; a guerra novamente se encontra de frente com os protagonistas e desta vez é um inimigo totalmente novo; por fim temos os caças mais avançados da galaxia novamente cruzando o espaço e lutando pela humanidade.

Como a série ainda está em produção, só saberemos se a história é realmente boa daqui a alguns meses, mas até agora não só é interessante como também presta homenagem a todas as outras histórias oficiais de Macross. Revelar qualquer detalhe é uma grande perda de tempo, pois a grande jogada deste anime é a fusão entre a parte sonora e a visual. Quando ambas estão ali em movimento a vontade é de estar imerso naquele espaço ou céu, desfrutando da sensação de liberdade que o anime proporciona.

Os destaques até agora vão para os capítulos sete, dez e doze, que prestam homenagens e interligam todos os Macross. Simplesmente necessário.


Final Fantasy VII: Crisis Core

segunda-feira, 16/06/2008

Viver a sombra de uma lenda é algo muito difícil. Ainda mais quando a lenda é Final Fantasy VII, um jogo que simplesmente arrebatou mais fãs do que qualquer outro no mundo inteiro e que é até hoje um dos rpgs mais comentados de toda a história, graças a esta legião de seguidores. É neste contexto que aparece Crisis Core, um prelúdio de FFVII.

Lançado para Playstation Portátil no Japão em setembro de 2007 e nos Estados Unidos em março de 2008, Crisis Core conta a história Zack Fair, o Soldier em quem Cloud Strife se inspirou para achar coragem e lutar no FFVII. Nele vemos o quanto Zack é um herói daqueles antigos, fazendo de tudo para salvar a todos, mesmo que isso lhe custe a própria vida. A maioria dos personagens de FFVII aparece, nem que seja para dar um ar mais cômico à história.

O jogo foi criado para preencher diversos pontos da narrativa que faltavam no jogo anterior, como o envolvimento de Zack e Aerith, a loucura de Sephiroth e como Cloud sobrevive ao encontro com o vilão. Claro, não é somente isso, o jogo mostra o quão humano Zack é em um mundo que está mudando, onde amigos se tornam inimigos e o quanto ele preza a amizade acima de qualquer outra coisa. Também temos novos vilões tão bons e tão cativantes quanto Sephiroth.

Por ser um Final Fantasy, Crisis Core é bem fácil de jogar, e contando com a novidade do DMW (Digital Mind Wave) temos uma jogabilidade agradável e cheia de surpresas, já que através da roleta do DMW os summons e os limit breaks aparecem aleatoriamente. As animações são de primeira qualidade, e para quem espera batalhas épicas, Crisis Core está recheado. Um sistema de missões garante ao jogador o local ideal para ganhar experiência e melhorar o personagem sem a necessidade de continuar na linha temporal da história, podendo participar das missões quantas vezes achar necessário. As matérias também estão de volta, algumas clássicas, outras novas e com um sistema que permite fundir matérias e itens para ganhar novos poderes e atributos.

A trilha sonora contém novas versões das músicas tanto de FFVII, quanto de Advent Children e é uma das melhores já feita.

Para quem jogou Final Fantasy VII, o final do jogo não será novidade, mas a forma como os produtores escolheram para mostrar a vida de Zack faz de Crisis Core um dos melhores, se não o melhor capítulo de FFVII, além de contar com o design bem atual do Advent Children. É um tanto quanto triste, mas sem dúvida vale a pena cada hora jogada na tela do PSP.


Only You Can Save Mankind

segunda-feira, 09/06/2008

Only You Can Save MankindQue o Terry Pratchett é um escritor do caramba, ninguém duvida. Mas muito pouca gente conhece o que ele fez além da série Discworld. Não foi muita coisa, é verdade, mas o que ele fez foi memorável. Este livro, “Only You Can Save Mankind” é uma dessas pérolas.

Não é um enredo muito original, mas o contexto é pra lá de interessante, e a aventura se desenrola muito bem. Johnny Maxwell é um jovem de uns 15 anos que se diverte todo dia jogando o game com o mesmo título do livro. É a época da guerra do Iraque — a primeira delas, conduzida pelo bestalhão-pai — e as imagens na televisão são muito parecidas com um video-game. Em um dado momento, Johnny recebe a rendição dos alienígenas que enfrenta na tela. Tudo ok, exceto que isso não era pra acontecer. Johnny logo percebe, então, que aquilo é mais que um jogo.

Esse tipo de enredo já foi abordado em contos mais “sérios”, como o “Ender’s Game”, de Orson Scott Card. Mas aqui o enfoque é bem diferente, além de ser bem recheado com o humor de Terry Pratchett. Não se deve esperar, no entanto, encontar o mesmo non-sense absolutamente lógico da série Discworld — Johnny vive no nosso mundo e as coisas são bem mais pé-no-chão. O livro deu tão certo que gerou uma trilogia. Não tive a oportunidade de ler ainda os outros dois livros da série, mas o interesse certamente apareceu. O problema é encontrar esses livros aqui no Brasil para comprar — não chega a ser um problema, realmente, com a internet por aí. E, considerando a fila enorme de outros livros, ainda vai demorar um pouquinho.