Video Games Live 2008 – Brasília

terça-feira, 30/09/2008
Pôster da turnê mundial Video Games Live

Pôster da turnê mundial Video Games Live

Domingo passado, Brasília teve o prazer de receber, mais uma vez, o concerto Video Games Live, criado por Tommy Talarico e Jack Wall. Foi o cumprimento de uma promessa feita no ano passado pelo próprio Tommy, ovacionado após a primeira apresentação de um show de música de videogame em Brasília. Tendo comparecido também ao show do ano passado, que achei fantástico, senti que não poderia deixar de ir quando tivesse outra chance. O Burning já deixou a impressão dele a respeito, mas me sinto na obrigação de deixar também a minha opinião, que é um pouco diferente.

Antes de mais nada, preciso dizer que, mesmo sabendo que o show deste ano não seria muito diferente do feito no ano passado (a promessa foi de 50% de conteúdo novo, em relação a 2007), eu estava com grandes expectativas. E talvez esse tenha sido o maior problema, pois a verdade é que fiquei decepcionado com a apresentação e, provavelmente, não irei novamente ano que vem. Ainda assim, acredito ser um programa imperdível para quem ainda não viu. Continue lendo este post para saber por quê.

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Video Games Live 2008

segunda-feira, 29/09/2008

Este último domingo aconteceu o maior evento nerd que poderia acontecer em Brasília, o Video Games Live, que voltou à cidade depois de um ano. O show aconteceu no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e quem tocou foi a Orquestra Symphonia Villa-Lobos junto com um coral. Tudo muito bem arranjado e bem bonito.

O show foi bem variado, ainda teve muita coisa do ano anterior, como a maioria dos videos que eles passaram e depoimentos do Shigeru Miyamoto e Koji Kondo que já haviam sido apresentados antes. E também as brincadeiras que eles protagonizaram foram as mesmas, mas com a apresentação de um menino de dez anos que ganhou o torneio de Guitar Hero III e fez a platéia vibrar muito.

Dentre as novidades, o que mais se destacou foi a utilização do arranjo dos Black Mages para o One Winged Angel e um medley incrível do Castlevania. Eles também colocaram a venda o primeiro CD do Video Games Live, que tem praticamente as melhores músicas do show a R$30, mesmo preço das camisetas.

Apesar da reciclagem do material e de algumas músicas, o show é imperdível, claro que esperando que no ano que vem eles venham com mais novidades.


Ghost in the Shell – A Música

quinta-feira, 18/09/2008

Qualquer filme, desenho ou até mesmo comercial que se preze tem que ter algo que dê uma alma musical, algo que conecte os ouvidos de quem está vendo. Na minha opinião a trilha sonora de um filme faz pelo menos 30% do trabalho de cooptação do espectador. Se for uma música fantástica, o filme será lembrado pela maioria que o viu, bons exemplos são 2001 e Star Wars. Na hora em que o macaco está lançando o osso em 2001 tem uma sinfonia tocando no fundo e quem já viu o filme logo associa a cena com o tema. Star Wars tem um efeito ainda maior, quando o tema de Darth Vader toca, a maior parte das pessoas logo lembram do Lorde Negro dos Sith entrando na tela, ameaçador e imponente.

Em um universo tão cyberpunk igual Ghost in the Shell, a música tem que fazer um trabalho imenso, afinal ali está sendo mostrado um futuro, nem sempre tão bom quanto imaginamos que o futuro vai ser, mas sem dúvida um futuro cheio de coisas interessantes, corpos ciborgues, muita ação e inteligência dos personagens, que são fantásticos, Masamune Shirou criou pessoas bem interessantes para o seu mundo, mas ainda sim sem a música certa eles ficam como que perdidos.

É neste ponto que entra a Yoko Kanno, sua imaginação fértil e vocais poderosos da Origa, Ilaria Graziano e Gabriela Robin. A entrada do Ghost in the Shell – Stand Alone Complex é uma computação gráfica um tanto quanto esquisita, parece ter sido feita as pressas e se fosse só por causa dela, acho que jamais teria visto o anime, mas a trilha Inner Universe supera o CG e começa a mostrar toda a potência da série. Aliás ouvi a música antes de ter visto o anime e me apaixonei imediatamente. As letras em russo servem para ajudar ainda mais o mistério a que o anime pretende mostrar e ainda tem as músicas de fundo que parecem fazer aquele mundo ali mostrado ficar vivido a nossa volta.

O mesmo acontece com a segunda série The 2nd Gig, começando com Rise que parece pegar imediatamente de onde a primeira série parou, prometendo ainda mais mistérios e ação. E o que a música promete é cumprido e com muita competência.

Um bom aparelhato de som, muita diversão e é claro Ghost in the Shell na veia, essa é uma boa recomendação para quem está procurando alguma coisa boa para ouvir, os cds misturam jazz, rock e outros estilos fazendo com que as músicas tenham uma boa apresentação e uma musicalidade sem igual, claro não esperaríamos menos da Yoko Kanno.


Xenogears – Creid

sexta-feira, 05/09/2008

Um dos pontos fortes de Xenogears é a trilha sonora. Composta por Yasunori Mitsuda ela dá uma certa imersão ao jogo, completando os sentimentos que se afloram nos momentos de maior tensão e tristeza que o jogo apresenta. Com uma sintonia tão completa não é de se estranhar que a trilha sonora ganhasse uma versão arranjada, e o nome dela é Creid.

Creid é apresentado como um disco com uma boa dose de inspiração irlandesa, com algumas das melhores trilhas do jogo e conta com as versões japonesas das duas músicas cantadas do jogo. Com dez músicas é estranho de se pensar se não poderiam incluir mais faixas, mas a sintonia entra uma faixa e outra é suficiente para dar uma sensação de uma completa a outra, e quando se chega ao final do disco percebe-se um trabalho muito bem executado.

Creid não é somente uma versão arranjada de trilhas do Xenogears, é um trabalho primoroso e que ressalta as melhores qualidades de músicas tão belas quanto o jogo em si. Aconselho que ouçam e submerjam no mundo que Yasunori Mitsuda ajudou a criar.