Twilight Series

sexta-feira, 12/12/2008
Capa do livro Twilight

Capa do livro Twilight

Ando lendo muitos livros sobre os nossos mortos viventes mais conhecidos, os vampiros. Ultimamente, li os livros de Hellen Schreiber, Leurell K. Hamilton, Charlaine Harris e Stephenie Meyer, cada qual com seu universo e seus vampiros diferentes.

O Burning falou sobre os vampiros da Charlaine Harris, que também estou lendo. Vou falar um pouquinho dos vampiros da Stephenie Meyer.

Nos livros, Bella é uma garota que sempre viveu na Califórnia, e para não atrapalhar o novo romance de sua mãe vai viver com seu pai, a quem não conhece muito bem, em uma cidadezinha no interior onde chove muito, e tudo é muito verde.

A história principal trata de um romance entre Bella e Edward, um vampiro de uma família de vampiros que praticam o “vegetarianismo vampírico”. Isso mesmo, ao contrário dos livros da Charlaine Harris onde o True Blood chegou para arrasar, neste livro não temos estoques de sangue sintético japonês. Mas não se preocupe; seguindo os ideais de bondade de sua autora, que é mórmon, temos animais de grande e pequeno porte nas florestas para resolver o problema.

Bella e Edward são o casalzinho típico com conflitos adolescentes. Afinal, ele tem eternos 17 anos, fome de sangue e preocupações de manter seus venenosos dentes longe de sua amada, e ela está em dúvidas entre Edward, o vampiro, e Jacob, o lobisomem. Sim, temos um estranho triângulo amoroso, e também lobisomens.

Os 4 livros da série: Twilight, New Moon, Eclipse, e Breaking Dawn, com tradução oficial dos 2 primeiros e previsão para um quinto livro com a história contada pela visão de Edward, foram traduzidos por fãs ansiosas e bem dispostas que não poderiam esperar pelas traduções oficiais. Li todos eles nas traduções extra-oficiais, e esta semana comprei os dois primeiros em uma promoção imperdível da FNAC, e estou aguardando chegarem pelo correio para ler novamente. São livros que vale a pena ler apesar da temática meio adolescente.

O filme baseado em Twilight vai ser lançado dia 18 de dezembro no Brasil e tem os atores Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner como os personagens principais. Vou assistir, mas não tenho muitas esperanças, com o Cedrico Diggory fazendo o Edward não sei se vai ficar legal. Pelo menos a Kristen Stewart é bonitinha.

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Eu sou a Lenda

segunda-feira, 03/11/2008
Capa original do livro Eu sou a Lenda

Capa original do livro Eu sou a Lenda

Graças ao filme que recentemente foi para o cinema, fiquei curioso para ler o livro no qual ele foi baseado. A premissa tinha me deixado bastante curioso, afinal o livro já é um pouco velho, foi lançado em 1954 por Richard Matheson, e desde lá o nível da tecnologia cresceu muito. Então minha curiosidade era como era engendrada a epidemia de zumbis e como Robert Neville sobrevivia várias décadas antes do filme.

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A Luz Fantástica

sexta-feira, 05/09/2008

“Todos sabemos que magos e guerreiros não se dão muito bem, porque os primeiros acham que os outros são um monte de idiotas sanguinários que não conseguem andar e pensar ao mesmo tempo, ao passo que estes ficam naturalmente desconfiados de um grupo de homens que resmunga muito e usa saia longa. Ah, dizem os magos, se vamos partir para esse lado, então que tal todos os enfeites e músculos lubrificados na Associação Pagã de Moços? Ao que os heróis respondem: é um belo argumento vindo de um bando de fracotes que nem chega perto de mulher porque — dá pra acreditar? — o poder místico drena muita energia. Tudo bem, irritam-se os magos, já chega, vocês e suas bolsinhas de couro. Ah, é?, rebatem os heróis, por que vocês não vão…”

A Luz Fantástica é o segundo livro da série Discworld. Continua a saga dos dois personagens do primeiro livro: Rincewind, o mago mais inepto do disco; e Duasflor, o primeiro turista do planeta. Rincewind decorou apenas um feitiço em sua vida — um dos oito feitiços usados para a criação do mundo. Isso o torna algo importante na ordem das coisas — quando Rincewind cai na borda do mundo, o próprio feitiço o salva. Em sua saga — de permanecer vivo — Rincewind topa com o famoso bárbaro Cohen. A fama vem de longa data, e Cohen também: é um velho decrépito, que, no entanto, ainda está na ativa.

Como pontos altos deste livro, Rincewind recebe sua grande companhia em todos os livros onde aparece: a Bagagem; além disso, é aqui que o Bibliotecário é finalmente transformado em orangotango (se recusando a ser transformado novamente em humano, já que livros mágicos são potencialmente perigosos para as pessoas, e um orangotango não é uma pessoa).

O tom de humor e gozação com os clichés dos romances de fantasia continuam, mas já se começa a perceber que uma certa sofisticação começa a aparecer nos textos de Terry Pratchett. Não digo isso à toa: em livros posteriores, especialmente os mais recentes, os livros abandonam o humor relativamente escrachado e os roteiros relativamente simples dos primeiros livros e se tornam novelas complexas com ironia profunda. Alguma coisa começa a aparecer aqui — por isso citei esse parágrafo acima (que também está na última capa do livro), porque é típico dessa fase do autor. É um livro típico de Discworld, e como todos da série, merece ser lido.


Children of Húrin

terça-feira, 15/07/2008

Estive esperando bastante tempo para ler este livro — na verdade, estava esperando pra ver se saía uma versão em português. Como não saiu, me aventurei a comprar o paperback em inglês. Este livro conta uma das histórias mais significativas do Silmarillion em detalhes, e vale a pena a leitura.

O livro conta a história — como o próprio título diz — dos filhos de Húrin, um dos grandes chefes dos Homens na Primeira Era da Terra Média. A trágica história de Túrin Turambar e Nienor, junto com a história de Beren e Lúthien e a queda de Gondolin, eram consideradas por Tolkien como os marcos decisivos da história da Terra Média em sua Primeira Era, e foram contadas no Silmarillion. Esta versão, no entanto, contém muitos mais detalhes a respeito dos personagens e dos acontecimentos que levaram ao seu destino.

Não vou entrar em detalhes sobre a história — quem leu o Silmarillion já conhece, quem não leu deve ler. A narrativa, no entanto, é fácil de seguir, e reproduz o estilo das velhas histórias de heróis da mitologia céltica, com poucos diálogos e muita descrição das ações dos personagens. Duas expectativas surgem durante a leitura: de que manuscritos das outras duas histórias sejam lançados, e que um filme sobre a história seria muito bem recebido.

A história toda tem umas 240 páginas, mais um bom tanto contendo explicações sobre a história da Terra Média, a genealogia dos heróis, significados de nomes e mapas, como é comum em todo livro do Tolkien. Além disso, o livro é belíssimamente ilustrado por Alan Lee, que já trabalha com as histórias do Tolkien desde há muito tempo e foi importante na definição visual dos três filmes do Senhor dos Anéis.

Enfim, uma leitura pra lá de recomendada para quem quer que seja fã do autor, e uma ótima história de tragédia e heroísmo no melhor estilo das boas mitologias para quem não é.


Only You Can Save Mankind

segunda-feira, 09/06/2008

Only You Can Save MankindQue o Terry Pratchett é um escritor do caramba, ninguém duvida. Mas muito pouca gente conhece o que ele fez além da série Discworld. Não foi muita coisa, é verdade, mas o que ele fez foi memorável. Este livro, “Only You Can Save Mankind” é uma dessas pérolas.

Não é um enredo muito original, mas o contexto é pra lá de interessante, e a aventura se desenrola muito bem. Johnny Maxwell é um jovem de uns 15 anos que se diverte todo dia jogando o game com o mesmo título do livro. É a época da guerra do Iraque — a primeira delas, conduzida pelo bestalhão-pai — e as imagens na televisão são muito parecidas com um video-game. Em um dado momento, Johnny recebe a rendição dos alienígenas que enfrenta na tela. Tudo ok, exceto que isso não era pra acontecer. Johnny logo percebe, então, que aquilo é mais que um jogo.

Esse tipo de enredo já foi abordado em contos mais “sérios”, como o “Ender’s Game”, de Orson Scott Card. Mas aqui o enfoque é bem diferente, além de ser bem recheado com o humor de Terry Pratchett. Não se deve esperar, no entanto, encontar o mesmo non-sense absolutamente lógico da série Discworld — Johnny vive no nosso mundo e as coisas são bem mais pé-no-chão. O livro deu tão certo que gerou uma trilogia. Não tive a oportunidade de ler ainda os outros dois livros da série, mas o interesse certamente apareceu. O problema é encontrar esses livros aqui no Brasil para comprar — não chega a ser um problema, realmente, com a internet por aí. E, considerando a fila enorme de outros livros, ainda vai demorar um pouquinho.


A Cor da Magia

terça-feira, 27/05/2008

A Cor da MagiaO mundo avança pelo espaço sobre a carapaça de uma tartaruga. É um dos grandes mitos antigos, encontrado onde quer que homens e tartarugas interajam; os quatro elefantes foram um requinte indo-europeu. Fazia séculos que a idéia pairava no quarto de despejo das lendas. Tudo o que Terry Pratchett precisou fazer foi pegá-la e sair correndo antes que os alarmes disparassem.

Discworld é um mundo plano, em forma de disco, que navega pelo universo nas costas de uma tartaruga, a Grande A’Tuin. A cidade principal desse mundo é Ankh-Morpork, uma grande metrópole de fantasia, com todos os problemas das metrópoles atuais — e alguns outros, uma vez que nós não temos trolls andando pelas ruas. Em Ankh-Morpork há a Universidade Invisível, onde (supostamente) estudam os magos. O mais inepto dos magos é Rincewind, que só aprendeu um feitiço, e nunca o usou por medo das conseqüências. Rincewind precisa acompanhar DuasFlor, um turista de quatro olhos (ele não usa óculos) do continente Contrapeso. A cor da magia é a oitava cor, octarina, que apenas os magos podem ver. Magos também são visitados pessoalmente por Morte na ocasião derradeira. Rincewind não é muito um mago, mas tem essas duas capacidades. A última, em especial.

Este livro dá o tom da série Discworld, que já conta com mais de quarenta livros publicados. Anti-heróis, esquisitices, citações em contextos inusitados e muita analogia com as situações que enfrentamos nos dias de hoje. Os livros da série costumam ir fundo — de uma maneira bem cômica — em coisas que encaramos todo dia: preconceito, religião, economia, e até física quântica.

O humor é um pouco mais escrachado que os livros que o seguem e, em minha opinião, é o piorzinho da série — ou o menos melhor. Era de se esperar que o escritor vá perdendo o pique conforme suas idéias vão acabando. Mas, com Terry Pratchett, isso não parece acontecer — nos livros mais novos, o autor cria situações muito complicadas com o único objetivo de fazer graça, mas transforma as situações em enredos bastante complexos. “A Cor da Magia”, no entanto, apenas reúne alguns contos de Rincewind e DuasFlor. Em contos mais novos, outras linhas de história se abrem.

Em todo caso, este livro é obrigatório. Não custa muito, e vale a pena cada linha da leitura, além de abrir o apetite para todas as seqüências.